14 fevereiro, 2018

O Arranca-corações acaba de ter um enfarte, diz o poema

Matei um anjo pelas costas, diz o poema


A lua
Bêbada 
de vodka
Azuleja
Azuis 
All
Cool
Olha 
N
Outslides
diz o poema

Nos teus braços enlouqueci, Diana, diz o poema

Sou uma árvore de problemas, diz o poema 
E os poetas suicidas fingem atingir o sublime como meu fruto
Tudo tem principio 
Meio e enfim 
Menos tu
Eterno retorno
diz o poema


Atirei a primeira pedra
a segunda a terceira
a quarta a quinta
a sexta meditei ao sábado
e à sétima pedra

abriste o coração
a uma bala perdida
diz o poema



Poeta é um burro carregado de resmas e resmas de páginas em branco, diz o poema

Camões Alegre e seus Jerónimos
Trocam mimos
e amor livre 
a quem resta a ilusão 
da distopia fazer utopia 

com a língua e a mão
Uma rodada de inveja
reclama o inferno dos pequenitos 
Sem álcool please 
Love e choupe la peace
diz o poema


Nada mais parecido com a lua o outro lado do espelho reflecte-nos a nossa segunda natureza
aquela a que chamamos futuro
dilu Ente





Atirei a primeira pedra
a segunda a terceira
a quarta a quinta
a sexta meditei ao sábado
e à sétima pedra
abriste o coração
a uma bala perdida


diz o poema


nAMOrar O imPOSSível num banho dilu Ente

Nada a dizer
contudo dito
e repito
a carne em greve
puta que a pariu
logo fugiu
devolvendo-o ao útero


Eros adúltero
teve
de viver e haver
nas entranhas
sendo advogado
do ser


dilu Ente


A Poesia e a Religião
diferenciam-se pela actividade sexual
mas ambas negam o prazer físico
dilu Ente
A mulher de César era o próprio César, minha querida Bovary
religue o orgasmo com nirvana
 Boavarysme

Na Poesia, Deus
é um fogo que não arde
Na Religião, Deus
é um Poeta sem língua
e em eterna condenação à morte
dilu Ente


A minha tarefa


é ajudar o Homem
a livrar-se dos seus inimigos
que se dizem meus Irmãos
dilu Ente








30 janeiro, 2018

Dai à língua enquanto o diabo vos esfrega o olho, diz Prosa K


 Palavra puxa palavra puxa palavra puxa palavra puxa palavra puxa palavra e não sai mais nada que cerejas cagadas, diz Prosa K



Não gosto de balanços tão pouco de balanças, diz Prosa K provocam-me nau sea e voo mitos

A rever itens como quem folheia um albúm de fotografias da família do Desconhecido e um a um lhe mostro a ver se Salamandra sorri mas não está fácil. Cio está lá fora a cantar-lhe uma serenata. A castração é fodida, diz Prosa K

Tenho estado de web cam, diz Prosa K, a desfragmentar o meu estado. Agradeço a tolos a preocupação demonstrada entretanto a resistência foi instalada



A manha é bicho de sete manhas, diz Prosa K

Fui jantar fora com o Aforismo e levo o meu, alugado, negro vestido de noite Deneuve, diz Prosa K

Sem palavras não há Palavra, diz Prosa K
copy e post com palavra passe-se, diz Prosa K

vê-se logo que hoje é sexta-feira, diz Piropos, estou cheia de negras pelo corpo todo

e prontos Fernando Pessoa lá deu à luz mais um heterónimo, diz Prosa K

A Troika está a escrever o livro do Passos Coelho, diz Prosa K

E vai ser publicado pelas edições Tecnoforma





22 janeiro, 2018

DIZ. O POEMA EIS o nosso novo canal DIZTUBER





este novo projecto irá reproduzir o a PULGAESTÚDIOS https://www.youtube.com/user/pulgaestudios e os de Mdpinho Canal //www.youtube.com/user/meirelesdepinho e os VI   DEOS







A tensão poética, diz o poema EIS o nosso novo canal DIZTUBER






este novo projecto irá reproduzir o a PULGAESTÚDIOS https://www.youtube.com/user/pulgaestudios e os de Mdpinho Canal //www.youtube.com/user/meirelesdepinho e os VI   DEOS







16 janeiro, 2018

Quando um Poeta alcança o Céu o Inferno instala-se, dilu Ente

foto A. DASILVA O.
Mais pudor, menos poder?
Vitoriano ajoelha-te
na cadeira do poder
para que te possa possuir

com todo o Meu pudor

dilu Ente


Não acredites nos padres-poetas
pois lhes é negada a Liberdade Poética
apenas prolongam a minha Palavra
como se fosse o meu sexo
Mas não, coitados, são escravos da minha precariedade
de Indigente a pedir esmola
à porta das igrejas como um Poeta
a quem lhe é negado o prazer física
afim de lhes alimentar a Livre e desobediEnte Liberdade
dilu Ente


Que seria da minha, Inocêncio
se não marejar sobre a tua inocência
os segredos do amor humano?
Essa máquina de fragmentar discursos espirituais
em evangelhos do faça você mesmo
A tua vergonha
humilha-me
como se fosse senão um trabalhador do sexo divino
dilu Ente


Que seria da infância
Sem a morte?
Um tempo morto?

dilu Ente

Sempre a procriar

dilu Ente

Nos jardins da Metafisica brinco com Cérebro
atiro o meu pénis para os arbustos
e lá vem ele todo feliz a ladrar 



num intenso vade-mécum 

A tua Carne é a casa do meu Verbo
onde o meu coração arde como um sol negro
Reserva as Alturas
para quando estiveres em queda livre
da imortalidade
dilu Ente



Mais palavra menos palavra
mais gesto mais gesto
mito degustar quem está em cima do bolo 
O conspirar do suspiro
dilu Ente

O meu labor é dissecar o Impossível
esse visível cadáver de Deus
dilu Ente

Consciência pesada
veredicto preocupante
Recorre a uma segunda opinião
na balança do teatro dos acontecimentos
Excesso de peso
A conspiração interior
dum temor silencioso


A estrela que nos persegue tal anjo da guarda
caiu no hipotálamo
o lago dos cisnes mortos


dilu Ente


 A tua Carne é a casa do meu Verbo
onde o meu coração arde como um sol negro
Reserva as Alturas
para quando estiveres em queda livre
da imortalidade
dilu Ente

Em que Terra estou?
Placenta minha querida ama
as tuas águas
vertem-me nas mãos o barro
A torre não Pisa
quem Babel destrói
com pensamentos
dilu Ente





 Pega o meu pénis
na mão e pelo caminho das pedras
eleva-o até à lua
dilu Ente






09 janeiro, 2018

Velar o Desconhecido é o meu ofício, diz o poema, e seus ossos manter dentro de mim

Tenho medo de trabalhar, diz o poema


As iluminadas ruas da amargura
Estão infestantes línguas sem fogo
sem pátria só dialectos onde a solidão se banha de tristeza alegre,
diz o poema

A poesia é uma prótese entre os dentes
dos mal-amados instintos
Enchidos de paz e amor, diz o poema


A multidão é uma vaca sagrada
e solidão o seu coração
em quebrado e ansiolitico silêncio
diz o poema

Se não fosse Eutu que seria da poesia? diz o poema

Poesia aberta, poetas ao soco, diz o poema


Ao fim de um dia trabalho é bom ouvir-te às voltas no túmulo a clamar por improvisos, diz o poema


28 dezembro, 2017

Latrina, latrina e a literatura passa, diz o poema

Portugal uma antologia de poetas porvir, diz o poema

Cada poeta uma antologia 
lumousine ou carro funerário?
mal estacionada 
em segunda fila
a limpar pára-brisas,
diz o poema



Em matéria de poesia é quem mais ladra e ninguém tem razão, diz o poema


Todos os poetas são cadáveres esquisitos onde os criticos literários saltam e pincham como nado mortos recém nascidos, diz o poema



22 dezembro, 2017

Piolho # 24 Natal no passado dia 21 de dezembro APRESENTAÇÃO na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto: foi mais ou menos por esta desordem o LANÇAMENTO deste número PIOLHA o Natal o vigésimo quarto dezembro 2017


Junte-se um pouco de «Silent Night» junte-se «O Menino» junte-se um pouco de « Deus vivente» junte-se um pouco «O frágil abismo» junte-se um pouco de «À espera do Natal» junte-se um pouco de «Reis magos na ryaner» junte-se um pouco de « Átrio comovido» e «desce da cruz e acompanha-me» e de «Cântico às cerejas maduras» e junte-se um pouco de «iluminações natalícias» e de «Rebelião» «Num presépio bêbado» e mexer vagarosamente para «Não deixes que o olhar te denuncie» e junte-se um pouco « Aura, o nome dado» »Estou sem cigarros» e levar a lume «Viagem de Jesus Cristo» «São 10 horas. placarde electrónico sinaliza» »Nunca vimos Deus»









Piolho # 24  Natal   no passado dia 21 de dezembro APRESENTAÇÃO na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, na Rua Rodrigues Sampaio, 140 







Sílvia apresentou e leu


A. Dasilva O. leu


Lígia leu



Comentou-se




14 dezembro, 2017

Olhem quem acaba de chegar?, diz Piolho #24 Natal ohohohoh lançamento dia 21, pelas 18.30 na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto










Olhem quem acaba de chegar?, diz Piolho #24 Natal ohohohoh lançamento dia 21, pelas 18.30 na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto

Meireles de Pinho é o autor de mais uma espectacular capa Piolho


PIOLHO Revista de Poesia
 Junte-se um pouco de José Carlos Ary dos Santos «Natal é sempre o fruto / que há no ventre da mulher » junte-se um pouco de Fernando Pessoa «E toda a gente é contente Porque é dia de o ficar»  junte-se um pouco de David Mourão-Ferreira «Há-de vir um Natal e será o primeiro/em que se veja à mesa o meu lugar vazio » junte-se um pouco de Eugénio Andrade «É Natal, nunca estive tão só. » junte-se um pouco de Miguel Torga «Sem um anjo a cantar a cada ouvido. » junte-se um pouco de José Régio « Cada vez o teu Reino é menos deste mundo! » junte-se um pouco de Natália Correia « menino eras de lenha e crepitavas /porque do fogo o nome antigo tinhas » junte-se um pouco de António Gedeão « É dia de passar a mão pelo rosto das crianças, » mas não abuse no mexer pausado para não lhe sair “a Fava” de Vasco Graça Moura « na mais pobre semente a intensa dançade tempo adulto e tempo de criança.» 
            

Arnaldo Macedo (ilustrações), Adília CésarMaria Afonso, Sílvia Silva, Lígia Casinhas, Maria F. Roldão, Carlos Ramos, José Pedro Leite, Luís Oliveira, Teixeira Moita, 
Francisco Cardo, António S. Oliveira,
Fernando Guerreiro, Humberto Rocha,
 António Ladeira, Pedro Ludgero, Juan T.
Pomar, Amadeu Baptista, A. Dasilva O, João Meirinhos, Apeles Heleno e Ilias Faukis

fazem mais ou menos por esta desordem este
número
PIOLHA o Natal
o vigésimo quarto dezembro 2017
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho





Lançamento, próximo dia 21 pelas 18.30 ,vai ser aqui  na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, na Rua Rodrigues Sampaio, 140

04 dezembro, 2017

TIJOLO, diz o Poema

Tijolo, de A.DASILVA O. Casa Museu A. DASILVA O., Ed. Mortas dezembro 2017.
Foi lançado no passado dia 1 durante o ZineFest que se realizou no Centro Comercial Cedofeita.
Durante o mesmo foi lançado barril-poema AA VINHO ODE, de A.DASILVA O.: « Que o vinho corra nas veias do sangue neste deserto de ideias» / 
« Hoje vou embebedar-me até me transformar numa garrafa
com um poema dentro sem destino
na noite dos dois mil barris.../ »

pedidos para www.edicoes-mortas.com

27 novembro, 2017

Piolha o Natal, diz o poema OH OH OH OH OH OH cante Piolho # 24 Natal na tipografia OH OH OH OH OH


PIOLHO Revista de Poesia
 Junte-se um pouco de José Carlos Ary dos Santos «Natal é sempre o fruto / que há no ventre da mulher » junte-se um pouco de Fernando Pessoa «E toda a gente é contente Porque é dia de o ficar»  junte-se um pouco de David Mourão-Ferreira «Há-de vir um Natal e será o primeiro/em que se veja à mesa o meu lugar vazio » junte-se um pouco de Eugénio Andrade «É Natal, nunca estive tão só. » junte-se um pouco de Miguel Torga «Sem um anjo a cantar a cada ouvido. » junte-se um pouco de José Régio « Cada vez o teu Reino é menos deste mundo! » junte-se um pouco de Natália Correia « menino eras de lenha e crepitavas /porque do fogo o nome antigo tinhas » junte-se um pouco de António Gedeão « É dia de passar a mão pelo rosto das crianças, » mas não abuse no mexer pausado para não lhe sair “a Fava” de Vasco Graça Moura « na mais pobre semente a intensa dança/ de tempo adulto e tempo de criança.» 
            

Arnaldo Macedo (ilustrações), Adília César, Maria Afonso, Sílvia Silva, Lígia Casinhas, Maria F. Roldão, Carlos Ramos, José Pedro Leite, Luís Oliveira, Teixeira Moita, 
Francisco Cardo, António S. Oliveira,
Fernando Guerreiro, Humberto Rocha,
 António Ladeira, Pedro Ludgero, Juan T.
Pomar, Amadeu Baptista, A. Dasilva O, João Meirinhos, Apeles Heleno e Ilias Faukis

fazem mais ou menos por esta desordem este
número
PIOLHA o Natal
o vigésimo quarto dezembro 2017
Arranjo gráfico e Capa: Meireles de Pinho