24 janeiro, 2017

Musa Anti-Trump está na rua, diz o poema

Foto de Maria João Lopes Fernandes.
MUSA ANTI-TRUMP, diz o poema
Minha querida, como sabe, sou, Je suis, um misógino anti-Trump, diz o poema, amante do amor livre e consentido


Foto de Antonio Silva Oliveira.A musa misógina e sexista está na rua, diz o poema








somos farinha do mesmo Sonho, diz o poema

Foto de A.Dasilva.O.A Primeira Dama de Todos os tempos, diz o poema


A vagina Fati, efeito criado pelas mão em oração, levou um velho amigo a abandonar a poesia e a dedicar-se a esse ofício de viver além do sagrado e do profano, segundo as suas palavras. A última vez que o vira foi a falar animadamente com um velho marco do correio, hoje em nítida extinção, a caminho dum serviço religioso. A sua amada morrera-lhe e visita-o à noite, diz o poema.


A minha alma não está, diz o poema
por favor, depois do sinal verde
saia da frente


Eu não me considero um parasita social, diz o poema

não sei nada acerca de mim, diz o poema, sou um ilustre desconhecido

sou tão culto e dizsidente
que não tenho papas
na língua, diz o poema
que arroto a poeta morto
e peido rosas velho
quando na nova ignorância
me venho
num broche à chuveiro



Só dentro de ti
diz o poema, me conheço
a ti imenso

diz conhecido lustre

A poesia está pela hora da morte, diz o poema,
e como seus restos mortais
comemarramos nesse mistério
de não saber do destino
dos restos imortais


O «tempo» é um reaccionário criativo, diz o poema

Queres um poema?, diz o poema: tira-me do coração e puxa


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